Análise do Kit 422 da Roden - De Havilland DH4 (1/48)
O avião:
Em 1916, Geoffrey de Havilland, um pilot inglês e chefe da áera de design da Aircraft Manufacturing Company Ltd (Airco), propôs às autoridades militares um projeto para um avião bi-place multi-função, com um motor Bearmore de 160 HP, refrigerado à água e com a formação clássica de piloto a frente e artilheiro/observador na parte de trás. Já em agosto daquele ano DH4 fez seu primeiro vôo, com seu designer nos controles. Sua performance foi mais do que satisfatória e a De Havilland recebeu um pedido preliminar no outono de 1916 para 740 unidades. Entretanto, o motor Beardmore não impressionou, para dizer pouco e consequentemente, a estrutura foi logo adaptada para receber o Rolls Royce Eagle.
As aeronaves de produção diferiam do protótipo apenas pela sua parte frontal, já que o resto do design havia se provado adequado e nehuma outra alteração substancial foi feita. O primeiro avião de produção foi entregue ao 55º Esquadrão em Janeiro de 1917 e durante os próximos meses, seis outras unidades foram
abastecidas com o DH4. Rapidamente ele ganhou popularidade entra as tripulações e era considerado o melhor bombardeiro mono motor da época. Mesmo totalmente carregado, o avião mantinha boas qualidades de vôo e após lançar sua carga, podia voar de igual para igual contra seus oponentes. Era bastante comum os DH4 voarem suas missões sem o opoio ou proteção de caças. A única caracteristica problemática do design era a grande distância entre o pilot e o artilheiro/observador devido ao posicionamento do tanque de combustivel.
A sua impressionante taxa de subida permitia que a aeronava fosse usada como interceptador e como plataforma de reconhecimento de alta altitude.
Várias outras empresas começaram a produzir a aeronave sob licança e durante 1917-1918 cerca de 1.500 DH4 foram produzidos em suas diferentes versões.
Além disso, o modelo foi produzido nos Estados Unidos em grande número.
No início de 1918 o DH4 foi substituído por seu sucessor, o avião multi-tarefa DH9. Este foi desenvolvido como um aprimoramento do DH4, que ele tencionava substituir porém, seu desempenho inferior forçou sua retirada de combate prematuramente e o DH4 continuou em combate até os meses finais da guerra, quando foi substituído pelo DH9A.
O DH4 foi usado em grandes quantidades no fronte ocidental e muitas outras aeronaves foram enviadas para outros campos de batalha. Além da Inglaterra, Canada, Africa do Sul, Nova Zelândia, Espanha, Grécia, Cuba e Chile utilizaram o DH4.
Após a primeira guerra mundial vários DH4 foram utilizados para transporte de passageiros, carga ou correio e estiveram em serviço até o final do anos 20.
O kit:
Mais uma vez a Roden nos brinda com um grande item para qualquer coleção que pretenda representar minimamente as aeronaves que lutaram na primeira grande guerra.
O kit é injetado em um plástico na cor creme escuro, bastante similar a madeira e tem um toque bem suave e de fácil corte. Além das peças normais, ele vem com um filme transparente no qual estão impressos os para-brisas do piloto e artilheiro/observador. Este método de representar estas peças, já tradicional na Roden, mereçe atenção pois, pode ser difícil para o principiante acertar na primeira vez. Recomendo tirar cópias que ficaram de reserva para qualquer emergência.
O kit inteiro é praticamente livre de "flash", ou seja, aquelas rebarbas de plástico que devem ser bem aparadas antes da montagem e que caracterizam modelos injetados em moldes de baixa pressão de fechamento. Excessão se faz a uma das hélices fornecidas que, curiosamente, apresenta muito "flash".
Não existem marcas de pinos de ejeção em qualquer superfície que possa comprometer a aparência final do modelo. Apenas na parte interior da fuselagem é que podemos notar pequenas marcas, facilmente corrigíveis.
No mais, nada que possa representar qualquer obstáculo a montagem do kit.
Decais:
São fornecidads três versões.
De Havilland DH4 N6000, No 5 (Naval) Sqn. RNAS, Fevereiro 1918.
De Havilland DH4 N5997, No 2 (Naval) Sqn. RNAS, Fevereiro 1918.
De Havilland DH4 A7422, No 57 Sqn. RFC , Dezembro 1917.
As decais estão muito bem impressas e não há nada fora do registro. Cabe lembrar que normalmente as decias Roden são um pouco duras, não respondendo muito bem aos líquidos tipo Decalsolv.
Instruções:
Como sempre, em inglês e muito bem impressas. Referencias de cores ModelMaster. Como sempre também, não há indicação de colocação de decais no lado direito da fuselagem. Admiti-se que sejam simétricas ao lado esquerdo. Guia de colocação de cabos no formato tri-dimensional e com a ajuda da tampa da caixa, creio ser possível representar muito bem todos eles.
Conclusão:
Altamente recomendável para todos que se interessem pela aviação da primeira guerra
Agradeço novamente ao pessoal da
Roden pela amostra enviada para análise.
FOTOS DO MODELO
